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TSE conclui cadastramento biométrico na Paraíba

segunda-feira, 12 de março de 2018

/ por News Paraíba

Recadastramento pela biometria já atinge 79 milhões (54,21%) de eleitores no país

Mais dois estados terminaram o recadastramento biométrico (identificação pelas digitais) de seu eleitorado: a Paraíba e o Piauí, que possuem, respectivamente, 2.802.753 e 2.340.051 eleitores. Agora são oito os estados, além do Distrito Federal, que concluíram a biometria: AL, SE, AP, GO, TO, RR, PB e PI. O recadastramento biométrico já alcançava 79.290.227 (54,21%) dos atuais 146.257.175 eleitores do país nesta segunda-feira (12).

Alagoas e Sergipe cadastraram todos os seus eleitores na biometria até 2012. Amapá e Distrito Federal terminaram o processo em 2014. Tocantins, Goiás, Roraima e Paraíba encerraram o recadastramento em 2017. E o Piauí terminou o cadastramento biométrico no estado no começo de março de 2018.

Dezessete capitais dos estados, mais o Distrito Federal, já encerraram o cadastramento biométrico de seu eleitorado. As capitais são as seguintes: Rio Branco, Maceió, Macapá, Manaus, Vitória, Goiânia, São Luís, João Pessoa, Curitiba, Recife, Teresina, Natal, Porto Velho, Boa Vista, Florianópolis, Aracaju e Palmas.

A Justiça Eleitoral prevê o cadastramento de todo o eleitorado brasileiro na biometria até 2022. As metas da biometria para os próximos anos são as seguintes: 9.824.597 eleitores este ano, 21.496.827 eleitores em 2019, 10.790.971 eleitores em 2020, 19.298.704 eleitores em 2021 e 10.332.912 eleitores em 2022.

A biometria

Desde as eleições municipais de 2000, todos os brasileiros escolhem os seus representantes utilizando a urna eletrônica. No entanto, naquela época, verificou-se que em um procedimento eleitoral ainda havia a intervenção humana: na identificação do eleitor. Isso porque, nesse momento, o mesário recebe os documentos de quem vota, confere os seus dados, digita o número na urna eletrônica, e, se aquele título fizer parte daquela seção e o eleitor não tiver votado ainda, a urna é liberada pelo mesário para que o eleitor vote.

Com a adoção da biometria, o processo de votação praticamente excluiu a possibilidade de intervenção humana. Com a biometria, a urna somente é liberada para votação quando o leitor biométrico identifica as impressões digitais do eleitor.

Nas eleições de 2008, a biometria foi testada pela primeira vez nos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO). Depois do sucesso da revisão biométrica nas três cidades, a Justiça Eleitoral decidiu dar continuidade, em 2010, ao projeto de identificação biométrica do eleitor em outros 57 municípios. Dessa forma, nas eleições gerais daquele ano, 1,1 milhão de eleitores de 60 municípios de 23 estados votaram após serem identificados pela tecnologia da biometria.

Em 2012, as eleições municipais com identificação biométrica foram realizadas em 299 municípios de 24 estados e atingiram mais de 8 milhões de eleitores que já estavam aptos a serem identificados por meio da impressão digital.

Já nas eleições gerais de 2014, cerca de 21 milhões de cidadãos de 764 municípios de todos os estados e do Distrito Federal estiveram aptos a serem identificados por meio do leitor biométrico. E a identificação das digitais dos eleitores apresentou alto índice de efetividade.

No pleito de 2016, mais de 46 milhões de eleitores estavam aptos, por meio da identificação biométrica, a votar em 1.541 municípios com biometria. Para as eleições de 2018, a Justiça Eleitoral planeja incorporar eleitores de mais 1.264 municípios (Provimento nº 3/2018, da Corregedoria-Geral Eleitoral) a esse número.

Sistema AFIS

O cadastro eleitoral brasileiro é o maior da América Latina e também um dos mais confiáveis, justamente pela adoção de métodos de garantia de unicidade e unificação do cidadão e integridade dos dados. Com a identificação biométrica, é possível introduzir um elemento extremamente preciso, no sentido da individualização, por meio do sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System), que verifica as minúcias digitais de cada indivíduo e compara com todos os outros que estão no banco de dados.

Essa tecnologia permite fazer o batimento eletrônico das dez impressões digitais de cada eleitor cadastrado com as digitais de todos os eleitores registrados no banco de dados da Justiça Eleitoral.

O batimento feito pelo sistema AFIS processa os registros biométricos existentes no Cadastro Nacional de Eleitores, realizando a comparação automatizada das impressões digitais para garantir que o registro do eleitor seja único. Adquirido em maio de 2014 pela Justiça Eleitoral, por meio de licitação, o sistema AFIS permite comparar até 160 mil impressões digitais por dia, o que pode ser ampliado, se necessário.

Ciência

A ciência que realiza os estudos da identificação dos indivíduos por características intrinsecamente únicas é a biometria. No caso da impressão digital, quase sempre haverá pelo menos um dedo que poderá ser usado para realizar a medida. Não se pode precisar o surgimento de técnicas biométricas na história da humanidade, porém há registros do uso de impressões digitais como marcas pessoais em transações comerciais datadas de aproximadamente 500 anos antes de Cristo.

Sabe-se, no entanto, que os sistemas biométricos propriamente ditos só começaram a surgir na segunda metade do Século XX, acompanhando o avanço da tecnologia no mundo. Na década de 1990, houve uma grande explosão de atividades ligadas à biometria e, desde o início dos anos 2000, os sistemas biométricos passaram a integrar o cotidiano das pessoas, como para acessar bancos, prédios de órgãos públicos etc.

Confira abaixo a tabela com os números mais atuais da biometria por estado: 

UF Eleitorado Eleitorado com identificação biométrica %
AC
528.805
449.108
84,93
AL
2.144.858
2.137.643
99,66
AM
2.374.097
1.842.005
77,59
AP
495.726
494.346
99,72
BA
9.937.984
6.039.055
60,77
CE
6.265.485
4.555.327
72,71
DF
2.038.259
2.032.408
99,71
ES
2.745.926
1.182.571
43,07
GO
4.351.394
4.345.218
99,86
MA
4.568.967
3.103.250
67,92
MG
15.727.069
3.899.457
24,79
MS
1.899.388
781.846
41,16
MT
2.293.281
987.260
43,05
PA
5.578.752
2.770.741
49,67
PB
2.802.753
2.797.278
99,80
PE
6.599.192
4.517.222
68,45
PI
2.340.051
2.278.156
97,35
PR
7.909.612
6.889.496
87,10
RJ
12.360.427
1.925.076
15,57
RN
2.388.909
2.249.028
94,14
RO
1.145.960
939.325
81,97
RR
329.001
315.198
95,80
RS
8.337.372
4.633.712
55,58
SC
5.093.661
2.832.569
55,61
SE
1.545.298
1.542.735
99,83
SP
32.985.765
12.731.771
38,60
TO
1.008.013
1.007.296
99,93
ZZ
461.170
11.130
2,41
Total
146.257.175
79.290.227
54,21
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