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Raquel Dogde diz que R$ 51 milhões de Geddel são 'face visível' de corrupção

terça-feira, 10 de abril de 2018

/ por News Paraíba

PGR reforçou denúncia apresentada no STF contra ex-ministro
 
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou no Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia apresentada contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa, baseada nos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador que, segundo a PGR, seria utilizado por Geddel.

De acordo com Raquel Dodge, o dinheiro é a "face visível e recente dos vários crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro praticados pelos imputados".
 
Segundo O Globo, a manifestação rebate as respostas à denúncia que foram apresentadas no mês passado pelos investigados.

Um dos argumentos utilizado por Gamil Föppel, advogado do peemedebista, foi que a acusação de lavagem não poderia ser comprovada pela "suposta guarda de valores", que seriam "pretensamente originários de outras infrações penais" e estariam localizados em um apartamento "alegadamente vinculado" a Geddel.

Sobre essa alegação, a procuradora-geral disse a defesa "nega o que é ululante nas provas dos autos" ao alegar que não houve lavagem de dinheiro. "A ocultação deste dinheiro tinha a finalidade específica de dar aparência lícita aos recursos oriundos dos crimes antecedentes", escreveu.

Nesta segunda-feira, Geddel e mais oito pessoas ligadas ao presidente Michel Temer viraram réus, acusadas de atuarem no chamado "quadrilhão do PMDB". Agora, eles viraram réus. O caso é um desdobramento da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), que foi rejeitada pela Câmara do Deputados no ano passado.

Após a decisão da Câmara, o STF remeteu para a primeira instância a parte da investigação envolvendo os políticos que perderam o foro privilegiado, como os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, o deputado cassado Eduardo Cunha, além do ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures. Também foram denunciados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral) e o operador financeiro do PMDB, Lúcio Funaro.

Além das investigações da PGR, a Procuradoria da República no DF, por meio da força-tarefa da Operação Greenfield aditou a acusação e incluiu, conforme o GLOBO antecipou, mais cinco nomes, entre eles dois amigos de Temer: o advogado José Yunes e o coronel da PM reformado João Baptista Lima Filho.
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