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Após reunião com Ricardo, setor produtivo pede fim da greve dos caminhoneiros

terça-feira, 29 de maio de 2018

/ por News Paraíba

Paralisação e desabastecimento causou já queda de 28% nas vendas do varejo nas lojas da Paraíba

Os representantes do setor produtivo, na Paraíba, divulgaram nota nesta terça-feira (29) com pedido para que os caminhoneiros liberem as estradas e voltem ao trabalho. O texto foi tornado público após reunião convocada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), no Palácio da Redenção. A categoria reclama dos efeitos danosos do desabastecimento provocado pela paralisação dos motoristas, que completa nesta terça o nono dia. “A conta que nós pagaremos daqui a dois meses será alta, talvez chegue a algo como 25% ou 30% do que seria de receita”, alertou o governador.
 
De acordo com o Blog do Suetoni, o encontro teve como movimentação, segundo a nota, “a realidade de paralisação de 45% na indústria brasileira; e, na Paraíba, a queda de até 28% nas vendas do varejo, bem como a preocupante desocupação de 90% da rede hoteleira local, desabastecimento dos supermercados e suspensão do funcionamento dos restaurantes”. “Isso é muito grave para o estado, para o poder público, que tem que sustentar bombeiro, segurança, saúde, educação e tudo além dos investimentos para gerar trabalho. É grave também para o setor produtivo, porque o setor produtivo foi obviamente paralisado”, ressaltou Coutinho.

Durante o encontro, o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, lamentou os transtornos provocados pela paralisação. O discurso foi seguido por outros representantes do setor produtivo, a exemplo de Marconi Medeiros, da Federação do Comércio (Fecomércio).

Confira a nota abaixo:

NOTA OFICIAL

Nós, representantes dos setores produtivos do Estado da Paraíba, abaixo assinados, profundamente preocupados com a atual situação vivida pelo Brasil, cujo impacto num futuro próximo ainda é de proporções incalculáveis, após reunião com o Governo do Estado:

Considerando os prejuízos já registrados na agricultura, no comércio, na indústria e nos serviços, que atingem diretamente a vida do brasileiro, com abalo direto na manutenção de emprego e de renda;

Considerando a realidade de paralisação de 45% na indústria brasileira; e, na Paraíba, a queda de até 28% nas vendas do varejo, bem como a preocupante desocupação de 90% da rede hoteleira local, desabastecimento dos supermercados e suspensão do funcionamento dos restaurantes;

Considerando ainda os efeitos nocivos na arrecadação por parte dos poderes públicos para assegurar a manutenção regular dos serviços, com a desaceleração profunda dos setores econômicos;

Enfim, pelo completo risco de colapso econômico e, consequentemente, social num momento em que o Brasil inteiro esperava pela recuperação da economia, estamos pedindo claramente o fim absoluto do movimento, cujas reivindicações já foram publicamente atendidas, a fim de que, independentemente das variadas e legítimas posições políticas, se possa resgatar o mínimo de normalidade e trabalhar para atenuar os prejuízos que já marcaram o fluxo da economia brasileira.

Fiep – Buega Gadelha

Fecomércio – Marconi Medeiros

Sindicato das Escolas Particulares – Odésio Medeiros

AETC/JP – Isaac Junior

Associação dos Supermercados – Damião Evangelista e Cícero Bernardo

CDL João Pessoa – Nivaldo Vilar

CDL Campina Grande – José Artur Melo de Almeida

Abrasel – José Miguel

ABIH – Manuelina Alves Hardman

Sebrae – Walter Aguiar

Sindetranstur – Napoleão Crispim

Associação Avícola do Estado da Paraíba – Ivanildo Coutinho

Transnacional – Alberto Nascimento

Sindicato do Comerciários – Rogério Brás

APCA – Mário Tourinho
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