Responsive Ad Slot

Últimas

Últimas

Lideranças difusas e mais exigências dificultam fim de greve dos caminhoneiros

terça-feira, 29 de maio de 2018

/ por News Paraíba

Apesar de já terem conseguido até mais do que inicialmente haviam pedido, motoristas continuam bloqueando estradas no País
 
O que os caminhoneiros queriam, o governo deu. Diesel mais barato, reajuste mensal, isenção de pedágio para eixo suspenso, tabela de valor mínimo para frete. Na verdade, os motoristas conseguiram até um pouco mais do que inicialmente pediam. Mesmo assim, a paralisação não dá sinais de terminar. Grupos permanecem bloqueando estradas em todo o País.

De acordo com a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), cerca de 250 mil caminhões permaneciam parados nas estradas na segunda-feira, o equivalente a 30% dos que vinham participando do movimento. E a negociação com esses motoristas tem se mostrado praticamente impossível.

Esses caminhoneiros não seguem lideranças tradicionais. De acordo com o Estadão, eles têm pedidos difusos, que incluem a saída do presidente Michel Temer e a intervenção militar no Brasil. Querem que não só o diesel, mas agora também a gasolina, baixe de preço. Acreditam piamente em mensagens que recebem no WhatsApp - como a informação falsa de que, após sete dias e seis horas de paralisação, os militares tomariam o poder. Por isso, nenhum acordo fechado com o governo surte efeito. "Virou uma situação sem controle", diz o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo da Silva, conhecido como China.

Fontes do governo federal informam que foram identificados pelo menos três grupos políticos "infiltrados" nas paralisações.

As medidas anunciadas pelo governo federal para atender às demandas dos caminhoneiros em greve no País não aliviaram a tensão em pontos de interdição na Região Metropolitana de São Paulo. Nos bloqueios no ABC e na saída para o sul do País, na Rodovia Régis Bitencourt, os motoristas diziam que o movimento ganhou força política na segunda, defendiam "intervenção militar" e afirmavam que o governo federal terá de cortar em 25% os preços de todos os combustíveis na bomba, além de eliminar o PIS/Cofins.

Com o desabastecimento colocando o País em um quadro cada vez mais caótico, a indignação da população tem aumentado. Uma pesquisa da empresa Torabit, especializada em medição de comentários nas redes sociais, mostrou que o apoio explícito dos internautas à greve caiu vertiginosamente. Na sexta-feira, 53,5% dos posts em redes sociais e blogs eram favoráveis à paralisação. Ontem, esse porcentual havia caído para 34,5%.
Não deixe de ler
© Todos os direitos reservados.