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Ciro diz a rádio que não cogita dar perdão a Lula se eleito

segunda-feira, 18 de junho de 2018

/ por News Paraíba

Em entrevista, presidenciável disse que considera sentença injusta mas não um golpe
 
O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, afirmou que não cogita conceder perdão ao ex-presidente Lula caso seja eleito em outubro. O pedetista indicou que discorda do discurso do PT de que há uma conspiração do Poder Judiciário contra o petista.

Questionado durante a entrevista nesta manhã para a rádio "Jovem Pan" se daria o chamado indulto a Lula, Ciro foi enfático:

— Não está nas minhas cogitações — disse.

O pré-candidato, considerado uma possível alternativa do PT com o ex-presidente Lula barrado pela Lei da Ficha Limpa, se distanciou do discurso do partido diversas vezes durante a entrevista.

Ao esclarecer uma declaração dada em junho de 2016, quando não descartou sequestrar Lula e levá-lo a uma embaixada se sua prisão fosse decretada, Ciro disse que a afirmação fora dada em outro contexto, em que destacava um equívoco cometido pelo PT.

— O PT considera que o Judiciário brasileiro está em uma conspiração orgânica e, nesse caso, o caminho não é recorrer pro Judiciário. É tirar o Lula para uma embaixada — disse Ciro, que emendou: — Eu estava censurando a ideia de que você, ao aceitar recorrer, denuncie o Judiciário como praticando um golpe. Aí fica meio esquizofrênico.

Na ocasião, três meses após a condução coercitiva do ex-presidente, Ciro disse que poderia integrar um grupo de juristas para decidir se a prisão de Lula fosse realizada “fora das regras do estado democrático de direito”.

— Pensei: se a gente formar um grupo de juristas, a gente pode pegar o Lula e entregar numa embaixada. À luz de uma prisão arbitrária, um ato de solidariedade particular pode ir até esse limite. Proteger uma pessoa de uma ilegalidade é um direito — disse ao Globo na ocasião.

Nesta segunda-feira, no entanto, o pré-candidato do PDT disse que não considera que os direitos de Lula tenham sido eliminados quando foi preso no dia 6 de abril deste ano, após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 12 anos e um mês de prisão. Para o presidenciável, todos os ritos processuais foram seguidos antes da decretação da prisão.

— Não acho que (a prisão) foi golpe porque o devido processo legal foi inteiramente perseguido. O que eu acho é a sentença do Moro injusta. O que é diferente, porque você tem todo o direito de achar justa ou injusta embora não seja minha atribuição sentenciá-lo. Agora, se o próprio Lula recorre da sentença é porque ele está aceitando o rito — disse.
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