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Hospital de Trauma de João Pessoa é referência em atendimento a casos de trombose

quarta-feira, 20 de junho de 2018

/ por News Paraíba

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, é referência em casos de Trombose Venosa Profunda (TVP), na Grande João Pessoa. De janeiro a maio de 2018, a unidade de saúde atendeu mais de 350 casos considerados de média e alta complexidade. Segundo a Sociedade Internacional sobre Trombose e Hemostasia, a cada 37 segundos, uma pessoa morre em todo o mundo em consequência do tromboembolismo venoso.

Por este e outros fatores, a instituição investe na educação continuada dos seus colaboradores e realiza palestras e cursos sobre a doença. A trombose é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas, e tem como complicação mais séria a embolia pulmonar, podendo levar o paciente a óbito. 

Dados estatísticos da unidade de saúde revelam que 57% dos pacientes vítimas de trombose na instituição são mulheres adultas, de 30 a 59 anos. Só em 2017 foram aproximadamente 800 casos. É o que confirma a cirurgiã vascular Paloma Nunes, que atribui esse número elevado a condições hormonais das mulheres. “Quem mais sofre com a doença são mulheres que tomam anticoncepcionais ou em tratamento hormonal, grávidas, puérperas, fumantes, pessoas com varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade ou histórico de trombose”, completou. 

Na última segunda-feira (18), a equipe de Enfermagem realizou uma palestra com a equipe multiprofissional com o título ‘Assistência de Enfermagem no Tratamento da TVP’, no auditório da instituição. Para o palestrante e coordenador de enfermagem da urgência e emergência, Jamerson Rodrigues, o bem maior é o paciente. “Abordamos sobre prevenção, cuidados, avaliação da lesão e o trabalho em conjunto da equipe multiprofissional. Entender como o paciente chegou, avaliar diariamente, conduzir os exames, avaliar o nível de consciência do paciente e tratá-lo da forma correta tem que ser atitudes rotineiras da Assistência do Hospital de Trauma”, ressaltou. 

A fisioterapeuta Charllise Aguiar, que participou da palestra, achou o tema de suma importância para o pessoal da assistência. “Foi muito importante o foco sobre prevenção, porque subentende que é melhor prevenir do que tratar da doença já instalada no paciente. E se cada profissional fizer sua parte direito, a gente tem um resultado bem mais satisfatório”, comentou.  

A médica Paloma Nunes ainda falou que muitas vezes as pessoas demoram a perceber que estão sofrendo com a trombose, no entanto, alguns sintomas podem indicar a doença, tais como: alterações na cor da pele (vermelhidão); dor na perna ou sensibilidade, especialmente na panturrilha; inchaço nas pernas (edema) ou pele que se sente quente ao toque.

Segundo a cirurgiã vascular, há algumas atitudes para prevenir a trombose como manter-se no peso, não fumar, ter uma alimentação balanceada, não ficar muito tempo imobilizado, praticar atividades físicas, após uma cirurgia, voltar rapidamente a se movimentar, usar meias elásticas e medicamentos, quando indicado pelo cirurgião vascular/angiologista.
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