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Número de vítimas de agulhas no São João de Campina sobe para 34, diz hospital

sexta-feira, 15 de junho de 2018

/ por News Paraíba

Chegou a 34 o número de pessoas atendidas no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande após relato de terem sido feridas por agulhas. Segundo as vítimas, os casos ocorreram durante as festividades do chamado ‘Maior São João do Mundo’.

O boletim mais recente divulgado pela assessoria de imprensa da unidade hospitalar informa que duas mulheres, ambas de 18 anos, procuraram o hospital na madrugada desta sexta-feira (15). Uma delas relatou que sentiu o ferimento quando estava perto de um bar no Parque do Povo. A outra jovem explicou que estava próximo ao palco principal quando o fato aconteceu. Elas foram ao Trauma por volta de 1h24 e 2h09, segundo a assessoria.

De acordo com o Portal T5, agora são 20 homens e 14 mulheres, dos quais 29 dizem ter sido feridas no Parque do Povo e os outros cinco no bloco junino ‘Namoradilha’.

Apesar dos vários relatos, a médica infectologista Priscila Sá informou que a chance de infecção é mínima. “A chance de infecção é mínima devido à natureza leve das lesões e da forma como foi feito. A grande maioria das pessoas não tem certeza de que foram furadas com agulhas pois não viram o objeto. A polícia já está investigando e os pacientes estão em medicação preventiva e sendo orientados. A chance de infecção pelo vírus HIV é 0,3%. Com as medicações caem em 80%”, ressaltou.

Segundo a médica, os relatos das vítimas são diversos. “Os relatos são das mais diversas formas possíveis, desde arranhões ou leves incômodos em alguma parte do corpo só sentidos ao chegar em casa, ao menor número de casos de lesões puntiformes em que as vítimas realmente viram uma pessoa portando uma agulha nas imediações em que se encontrava”, esclareceu.

Todos os pacientes foram submetidos a exames médicos e receberam um coquetel com medicamentos para prevenção de doenças infectocontagiosas.

Polícia investiga - Apenas uma pessoa procurou a Polícia Civil da Paraíba para registrar Boletim de Ocorrência (BO) sobre os ataques com uso de agulhas no Parque do Povo, em Campina Grande. Segundo o delegado da 10ª Seccional, Henry Fábio Ribeiro, as vítimas das supostas agulhadas precisam registrar o fato, em virtude deste crime, se comprovado, ser inicialmente tipificado como lesão corporal de natureza leve.

Neste caso, de acordo com a legislação penal, a investigação depende de uma queixa formalizada pela vítima, já que lesão corporal é um crime, cuja ação é de natureza pública condicionada à representação. “Ou seja, a vítima precisa fazer a denúncia para que a Polícia Civil adote as providências legais”, afirma Henry Fábio. Ainda segundo ele, o único BO feito na delegacia sobre o assunto foi registrado na sexta-feira (8). A queixa foi de uma mulher que afirmou ter sido furada por uma agulha no Parque do Povo. Assim que recebeu a queixa, o delegado instaurou inquérito para apurar o fato e determinou diligências.

“Já no dia seguinte (sábado, dia 9) solicitamos informações de outras pessoas que teriam sido atendidas no Hospital de Trauma de Campina Grande, que afirmaram ter sido vítimas de agulhadas. A unidade hospitalar respondeu que até a segunda-feira havia atendido seis pacientes. Com a divulgação dessas informações, o número de pessoas que se dizem vítimas cresceu de forma geométrica, mas não houve mais registros na delegacia”, destacou o delegado.

“Estamos solicitando laudos do hospital e buscando as demais pessoas para esclarecer o caso. Orientamos que essas pessoas procurem a delegacia para auxiliar nas investigações. Precisamos saber, por exemplo, qual local da ocorrência, se foi no Parque do Povo ou não, qual horário, saber se o caso se tratou de uma agulha mesmo e, caso positivo, saber se a vítima tem condições de identificar autores das agulhadas”, acrescentou.
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