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Quarteto de Tite quer superar fracasso do quadrado de Parreira

sexta-feira, 15 de junho de 2018

/ por News Paraíba

Ataque da Copa 2006 fracassou com Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano

Doze anos após o fracasso na Copa da Alemanha, quando foi eliminada nas quartas de final pela França, a seleção brasileira reviverá a formação com um quarteto ofensivo no Mundial da Rússia. Pelo menos essa é a equipe ensaiada por Tite para a estreia na Copa, diante a Suíça, no domingo (17), em Rostov.

E há ao menos duas grandes semelhanças entre o quarteto de 2006, denominado de quadrado mágico, e o atual: a formação considerada titular foi utilizada em pouquíssimos jogos antes da primeira partida da fase de grupos; e o número de gols marcados pelas duas formações na temporada que antecedeu a Copa --80.

De acordo com a Folha de São Paulo, ​​Neymar, Coutinho, Willian e Gabriel Jesus iniciaram jogando junto apenas uma vez --no amistoso contra a Áustria, no domingo (10), em Viena. Eles também atuaram outras três vezes durante o segundo tempo. No total, o quarteto esteve em campo por 77 minutos.

O quarteto atual, porém, quando esteve em campo, resolveu. Obteve vitórias contra as seleções do Equador, da Croácia e da Áustria e empatou diante da Colômbia.

Dos quatro, dois são os artilheiros da era Tite. Gabriel Jesus, que estreou na seleção há menos de dois anos, tem dez gols com o treinador, seguido de Neymar, com nove. Já Coutinho tem seis gols, e Willian, apenas dois.

Na temporada europeia, os quatro jogadores marcaram 80 gols. Willian foi um dos destaques do Chelsea, que ganhou a Copa da Inglaterra, enquanto Coutinho, que começou a temporada no Liverpool e se transferiu para o Barcelona na última janela, faturou o Espanhol e a Copa do Rei.

Já Neymar e Gabriel Jesus tiveram lesões durante a trajetória. O primeiro ficou fora da reta final da temporada do Paris Saint-Germain após passar por cirurgia no quinto metatarso do pé direito, enquanto o camisa 9, campeão inglês pelo Manchester City, ficou dois meses afastado dos gramados no início do ano por causa de uma lesão no joelho.

Mesmo assim, os dois chegam ao Mundial bem preparados. Neymar disse que está com 80% da sua condição física ideal, e a comissão técnica pretende que ele atinja o auge nas oitavas de final.

A opção pelo quarteto foi idealizada por Tite em razão das características dos dois primeiros adversários, que têm a organização defensiva como ponto forte. O segundo será a Costa Rica, no dia 22.

"Fiquei muito feliz e me sinto extremamente orgulhoso com o nível de concentração, com a competitividade leal. Eles se concentraram em jogar. Essa equipe está amadurecendo. Teve um bom desempenho em um jogo de contato", disse o treinador brasileiro, ao aprovar a performance da equipe com essa formação ante a Áustria.

"Esse grupo se gosta tanto.... Se um tiver que abrir mão do gol para dar para outro, ele vai dar. É o meu sentimento. Não tem uma relação de profissionalismo. Tem uma relação de amizade", acrescentou.

Se o quarteto atual iniciou jogando apenas uma única vez, o quadrado mágico de 2006 havia começado juntos três partidas até a estreia contra a Croácia no Mundial da Alemanha.

Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano jogaram na vitória sobre a Venezuela, pelas eliminatórias sul-americanas, e nos amistosos de preparação diante do FC Luzern, da Suíça, e da Nova Zelândia.

Comandante do time, Carlos Alberto Parreira pretendia testar Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Adriano juntos na Copa das Confederações de 2005. Ronaldo, porém, não quis disputar o torneio.

O treinador manteve a formação ofensiva, mas substituiu Ronaldo por Robinho, que tinha mais mobilidade e movimentação, no torneio preparatório para o Mundial.

Com grandes atuações, principalmente na semifinal e na final, o Brasil levantou o título após bater a Argentina por 4 a 1.

Na Copa do Mundo, porém, o time teve dificuldades para vencer a Croácia e a Austrália. Goleou o Japão com um time misto. Diante de Gana, nas oitavas de final, vitória tranquila por 3 a 0.

Contra a França, nas quartas de final, Parreira sacou Adriano, que havia tido atuações fracas, e colocou Juninho Pernambucano. A intenção era dar mais mobilidade ao ataque da seleção. Em campo, o Brasil foi apático e viu um show de Zidane na vitória francesa por 1 a 0.

Na época, Ronaldinho chegou à Copa como o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005 com a camisa do Barcelona. Kaká estava no Milan, e Adriano, na rival Inter de Milão. Ronaldo atuava no Real Madrid.

Assim como agora, o quarteto de 2006 chegou para a Copa do Mundo com 80 gols anotados por seus clubes na temporada europeia que antecedia ao evento.
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