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Promotor responsável pelas prisões de Berg Lima e Leto Viana é ameaçado de morte

quinta-feira, 5 de julho de 2018

/ por News Paraíba

Octávio Paulo Neto disse em entrevista ao Jornal da CBN que solicitou auxílio da Polícia Militar e que sabia dos riscos ao escolher a profissão de promotor do Ministério Público

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Paraíba, Octávio Paulo Neto, revelou, durante entrevista ao CBN João Pessoa, estar sendo alvo de ameaças de morte. O promotor do Ministério Público da Paraíba (MPPB) é o responsável pelas ações que resultaram nas prisões e afastamentos do cargo dos prefeitos de Bayeux, Berg Lima (sem partido), e de Cabedelo, Leto Viana (PRP). Além deles, contabilizados os últimos 12 meses, houve prisão também da ex-prefeita do Conde, Tatiana Lundgren, além do afastamento da cúpula da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

“Faz parte, até porque quando você atinge grupos políticos e econômicos, inequivocamente, você lida com interesses contrariados das mais diversas formas, das mais diversas proporções. A gente até compreende. Uma coisa é a pessoa desejar o mal e outra é ela praticar o mal. Desejar o mal, logicamente, quando você atinge determinado corrupto ou determinado criminoso, é normal ele querer o mal de quem o aciona. Mas daí até ele praticar, tem um espaço bem distante”, disse Paulo Neto. Ele ressaltou ainda que procurou o secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, e a Polícia Militar para falar das ameaças.

“A questão do receio (pelas ameaças), o medo é um bom conselheiro, porque a gente evita logicamente cometer erros de grande monta e faz parte do jogo. Agora, (o combate à corrupção) é um jogo que não tem marcha à ré. É só marcha para frente.

Todas as providências foram tomadas”, ressaltou. Ele acrescentou ainda que as ameaças não vão intimidá-lo. “O membro do Ministério Público que não souber conviver com ameaças, tem que procurar outra função”, acrescentou.

Hackfest contra a Corrupção
De acordo com o Blog do Suetoni, o promotor falou também sobre a realização do próximo Hackfest contra a corrupção. O evento deve ocorrer em setembro ou outubro, na Paraíba. O objetivo é reunir hackers interessados em contribuir com a criação de ferramentas de transparência. Eles terão acesso a dados públicos e o desafio é criar aplicativos para que as pessoas tenham mais facilmente como acessar e entender estes dados. A meta é contribuir para que todo cidadão possa fiscalizar as administrações municipais, estaduais e federais. Com estes dados, a população poderá se proteger dos maus gestores e ainda denunciá-los.

Críticas ao Tribunal de Contas

O coordenador do Gaeco se queixou da falta de uma participação mais efetiva do Tribunal de Contas do Estado em ações conjuntas desenvolvidas pelos órgãos responsáveis pelo combate à corrupção. A crítica não foi ao trabalho do TCE, nem ao seu corpo técnico, inclusive elogiado durante a entrevista, mas à falta de sinergia com os outros órgãos. Octávio Paulo Neto diz que têm sido feitos vários convites ao Tribunal, “mais a verdade é que neste clima de romance, o namoro não rolou”. Ao ser questionado sobre os motivos, ele alega desconhecer o que tem impedido um trabalho mais próximo.
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