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Marina Silva cogita criador do Bolsa Família como vice

quarta-feira, 25 de julho de 2018

/ por News Paraíba

Ricardo Paes de Barros é o nome da vez como cotado na chapa da pré-candidata da Rede
 
Com o tempo diminuindo para que sejam firmadas alianças, a pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, já admite indicar um filiado do próprio partido para compor sua chapa como vice. Durante a primeira transmissão nas redes sociais de seu "programa pré-eleitoral", Marina citou três possibilidades para o cargo: o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, o deputado federal Miro Teixeira, e o economista Ricardo Paes de Barros. O flamenguista ainda é considerado o favorito caso a escolha seja feita dentro do partido, mas o nome do economista surge por fora como outra possibilidade. Marina ainda não conversou com ele sobre um eventual convite.

— Temos o nome do Miro Teixeira, o nome do Eduardo Bandeira de Mello, temos o economista Ricardo Paes de Barros, temos excelentes nomes — disse.
 
De acordo com O Globo, a declaração foi dada após um internauta perguntar especificamente quem seria o vice da ambientalista. Marina desconversou e afirmou que ainda não desistiu da possibilidade de realizar alianças. Entre os partidos com os quais ela conversa estão o PV e o PPS. Lideranças das duas legendas, no entanto, admitem que uma aliança com a política da Rede é improvável. Entre as vantagens de Paes de Barros está o fato de que ele não será candidato a nenhum cargo, ao contrário de Bandeira de Mello e Miro Teixeira, que devem se lançar a deputados federais, ajudando o partido a superar a cláusula de barreira no Rio de Janeiro.

Paes de Barros, de 63 anos, é especialista em desigualdade social e combate à pobreza. Ele é considerado no meio econômico como o "pai do Bolsa Família". Por mais de 30 anos, trabalhou no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com mestrado em estatística pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e doutorado em Economia pela Universidade de Chicago.

Na gestão Dilma Rousseff, entre 2011 e 2015, foi subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente, Paes de Barros é economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper. O economista apoiou Marina nas eleições de 2010 e 2014.

A pré-candidata respondeu a questões de simpatizantes por 30 minutos. Essa foi a primeira transmissão realizada por Marina. A ideia da campanha é produzir conversas informais entre a pré-candidata e os deputados eleitores. Um dos focos da estratégia da ex-senadora é simplificar sua mensagem em relação às suas duas últimas tentativas de chegar ao Palácio do Planalto. A ambientalista respondeu questões sobre economia e segurança pública, mas criticou principalmente o centrão. Após afirmar nesta segunda-feira que "o condomínio de Alckmin é o condomínio que era da Dilma em 2014", Marina voltou a comparar o arco de alianças formado pelo tucano com a campanha da petista.

— O Alckmin é uma espécie de Dilma de calças — disse.

Em suas declarações, Marina também tem feito questão em citar dois outros presidenciáveis com quem dialoga: Álvaro Dias, do Podemos, e Ciro Gomes, do PDT. Segundo pessoas próximas à pré-candidata, a ex-senadora enxerga esses dois nomes como os únicos que escaparam de serem "pegos no doping" da Lava-Jato, além de si mesma. De acordo com eles, a relação com Ciro Gomes é respeitosa após o período em que ambos foram ministros de Lula. Segundo Marina, candidatos como Ciro, que não conseguiram o apoio do centrão deveriam tratar o fracasso na costura do acordo como uma bênção.

A pré-candidata passou a terça-feira na cidade de São Carlos, onde participou do lançamento da candidatura de Zé Gustavo a deputado federal por São Paulo. Aos 28 anos, ele é considerado um dos principais conselheiros de Marina Silva. Ambos foram porta-vozes do partido - o equivalente a presidente - até o ano passado. Após uma série de entrevistas a rádio, Marina visitou dois locais de coworking, imóveis que hospedam startups da região.

Em um deles, a pré-candidata conheceu uma empresa que tenta otimizar o acompanhamento legislativo para grupos de pressão ou funcionários de relações governamentais, como lobistas. Questionada se, caso eleita, iria regulamentar o lobby, Marina disse apenas que a discussão sobre o tema é essencial.

— É fundamental que haja o debate para que se chegue a uma conclusão de algo que seja tecnicamente suportável e eticamente defensável — disse.
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