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Militantes começam greve de fome em frente ao STF pela liberdade de Lula

terça-feira, 31 de julho de 2018

/ por News Paraíba

Seis militantes de movimentos sociais começarão hoje, às 16h, uma greve de fome pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril. Os apoiadores de Lula ficarão em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pressionar a presidente da Corte, Cármen Lúcia, a rediscutir a prisão de condenado após julgamento em segunda instância.

O líder do MST, João Pedro Stédile, disse ontem que Lula concordou com a ação dos militantes e deve enviar uma carta em solidariedade a eles. Não há previsão, porém, de que o ex-presidente também faça greve de fome, segundo matéria veiculada por Valor Econômico.

Segundo Stédile, a manifestação acabará se a presidente do STF pautar os recursos que contestam a prisão após a condenação em segunda instância antes do término do julgamento dos recursos. O líder do MST afirmou que poucas pessoas têm coragem de fazer greve de fome e disse que os movimentos populares poderão "repor" quem não estiver em boa condição de saúde.

A "greve de fome por Justiça no STF" será feita por três militantes do MST - Jaime Amorim (Pernambuco), Vilmar Pacífico (Paraná) e Zonália Santos (Rondônia)-, dois do Movimento dos Pequenos Agricultores - frei Sérgio Antonio Görgen (Rio Grande do Sul) e Rafaela Alves (Sergipe) - e um da Central de Movimentos Populares - Luiz Gonzaga Silva, o Gegê (São Paulo). Os militantes consideram Lula um preso político e afirmaram que a Justiça tenta impedi-lo de disputar a Presidência.

Ao justificarem a ação, os militantes afirmaram que a fome, a seca e a pobreza voltaram a assombrar o país e que só Lula poderá reverter esse cenário. Apesar desse discurso, movimentos populares, com apoio do PT, vão convocar um "jejum" para toda a população no sábado e pedirão que alimentos sejam doados "em nome de Lula" aos mais pobres.

Para Jaime Amorim, do MST, a greve de fome é um "instrumento de luta política". O frei franciscano Sérgio Antonio Görgen disse que o fim da manifestação "caberá aos ministros" do STF. "Se algo grave acontecer com qualquer um de nós, haverá culpados e responsáveis. O primeiro deles chama-se juiz Sergio Moro", afirmou o frei, que disse já ter feito greve de fome por 22 dias. O religioso criticou também os desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. "Vamos com a greve até Lula sair da cadeia", disse em Brasília, durante entrevista transmitida pela internet.

O frei afirmou que os militantes ficarão algumas horas por dia em frente ao STF. No restante do tempo, ficarão em um prédio próximo.
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