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País na mira da especulação: Dólar tem maior alta em mais de 2 meses com indefinição sobre Reforma da Previdência

terça-feira, 13 de novembro de 2018

/ por News Paraíba

O dólar fechou esta terça-feira, 13, vendido a 3,8313 reais, um avanço de 1,99% em relação ao pregão de segunda-feira. É a maior alta porcentual em mais de dois meses – teve uma subida de 2,01% em 21 de agosto – e o maior valor de fechamento desde 5 de outubro (3,857 reais), segundo a Veja.

O desempenho foi influenciado pela frustração do mercado com a agenda de votação da reforma da Previdência. O presidente eleito Jair Bolsonaro admitiu na segunda-feira, 12, pela primeira vez, que seria muito difícil aprovar qualquer coisa neste ano. Logo após sua vitória, ele vinha defendendo que uma parte das mudanças fosse votada ainda em 2018. Mas o o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que é preciso ter humildade para saber o que pode e o que não pode fazer, se referindo ao Congresso, onde metade de seus membros não se reelegeu.

“Mesmo com os investidores locais acreditando que havia poucas chances de a reforma ser aprovada neste ano, a digestão de que deve ficar para o ano que vem trouxe cautela e fuga de recursos, principalmente dos investidores estrangeiros, que foram os maiores responsáveis pela alta do dólar”, disse o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer.

De acordo com relatório do Banco Votorantim, há pouco espaço para o futuro governo avançar na aprovação de reformas. Um dos principais desafios do próximo governo será justamente ‘construir e administrar uma maioria parlamentar estável’. “Por um lado, o alinhamento ideológico com o Congresso e a negociação com frentes temáticas – agronegócio, evangélicos e segurança – ajudam o governo. Por outro, o capital político modesto, a maior fragmentação no Parlamento e o menor compartilhamento de poder (distribuição de cargos) e recursos (emendas orçamentárias) podem dificultar a coordenação da base de apoio do governo. Justamente por isso, nosso cenário assume baixos riscos de crises de governabilidade, pouco espaço para retrocessos institucionais e avanços moderados na agenda de reformas”, diz relatório assinado pelo economista Roberto Padovani.

O banco prevê que o futuro governo comece com alta popularidade, mas que a lua de mel pode ser curta. “A experiência história recente também mostra que pode haver uma queda rápida na avaliação de governo, definindo um curto período de lua de mel.”

A alta do dólar também foi influenciada pelo cenário externo e proximidade dos feriados, quando os mercados não abrem e os investidores costumam evitar riscos. “Petróleo, exterior e feriado”, resumiu o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello para justificar a alta do dólar ante o real nesta sessão.

Os preços do petróleo tombaram nesta sessão, com queda de mais de 6%, devido a preocupações sobre o enfraquecimento da demanda global, excesso de oferta e vendas em outras classes de ativos, incluindo ações.
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