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Entenda a disputa de poder que dividiu a base bolsonarista

sexta-feira, 14 de junho de 2019

/ por News Paraíba

No começo de abril, o deputado Pastor Marco Feliciano e Olavo de Carvalho se encontraram na Virgínia, na casa do guru de Jair Bolsonaro, para combinar a assinatura de um manifesto que ficaria marcado como uma declaração de guerra dos conservadores liderados por Olavo e os evangélicos seguidores de Feliciano contra os militares no Planalto, dentre eles Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Na ocasião, Santos Cruz não era o alvo mais visível da batalha. O objetivo inicial da dupla era pressionar o vice, Hamilton Mourão, a parar de dar declarações públicas contrárias às bandeiras conservadoras na área de costumes.

Segundo a Veja, Mourão havia caído em desgraça por afirmar publicamente não ser contra o aborto, por exemplo. Já Santos Cruz tornou-se alvo por criticar Olavo e atuar para reverter decisões de Bolsonaro que atendiam aos evangélicos e conservadores. O episódio da interferência de Bolsonaro numa campanha publicitária do Banco do Brasil foi um desses momentos.

Enquanto evangélicos e conservadores apoiaram a decisão de banir o comercial, Santos Cruz convenceu Bolsonaro a reverter a decisão por constatar que ela desrespeitava a Lei de Estatais.

“A base de Bolsonaro são os conservadores e os evangélicos. Os militares vêm a reboque. São os conservadores, liderados pelo Olavo, e a base evangélica, que é muito grande no país os responsáveis pela sustentação do governo”, disse Feliciano em abril, antes de mergulhar na cruzada contra Santos Cruz.
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